21 de maio de 2018

Cuidados com seu Port-a-cath

Antes de iniciar as quimioterapias, fiz uma cirurgia para implantar o cateter do tipo Port-a-cath, que facilitaria muito a minha vida, principalmente porque as quimioterapias são tóxicas para as veias. Mas, meu cirurgião me alertou que esse "dispositivo" necessita de alguns cuidados tanto para sua vida útil, quanto para evitar infecções, já que ele é uma porta de acesso direto para seu sistema circulatório. 

E quais são esses cuidados?
Durante as quimioterapias, a enfermagem sempre vai fazer a assepsia do local, antes de conectar a agulha, para evitar que ele carregue alguma sujeira e contaminação direto para seu sangue. E depois conectar a agulha, a enfermagem fará também uma proteção com gazes ou película esterilizada, para não cair sujeira ou molhar enquanto estiver tomando a quimioterapia, isso evita infecções.

Você sentirá um pequeno desconforto na hora de conectar a agulha ao cateter, como a dor quando uma agulha fura sua pele e só. Se você quiser evitar sentir essa dorzinha, pode aplicar na pele cerca de 30 minutos antes da quimioterapia, uma pomada á base de anestésicos como lidocaína. Seu médico vai saber qual te prescrever. 

E depois? 
Quando você não estiver usando o cateter, vai precisar "lavar" ele á cada 30 dias, para evitar obstrução, e manter a durabilidade dele, que pode ficar por anos implantado sob sua pele.Os hospitais que fazem as quimioterapias, têm sua equipe de enfermagem especializada em fazer essa higienização do seu cateter, o que leva menos de 5 minutos. Só precisa agendar com antecedência. 

Pela foto dá para perceber que eu não me dei bem com a película de fixação. Sentia náuseas só com o cheiro dela, o jeito foi fixar com muito gaze e fita microporosa.
Agora você deve estar se perguntando, por quanto tempo tenho que ficar com o Port-a-cath implantado no meu corpo? 
Isso depende exclusivamente do seu médico. Normalmente, ficamos com ele até o término do tratamento do câncer, porém alguns médicos preferem mante-los de 6 meses até 2 anos depois. 

Nenhum comentário:

Postar um comentário